Vota-se em quem parece conhecido
O eleitor virou “avatar digital”: escolhe pela relação que sente ter com quem vê todo dia no celular.
Pro Juan: a relação dele pode ser real. A pessoa vê o vídeo e depois encontra ele na feira.
confiança altaRindo do calor, do ônibus e do buraco, e voltando lá pra ver se resolveram. Primeiro criador de conteúdo da cidade, sem falar de política. Depois, se fizer sentido, vereador.
O Renan perdeu feio em 2026: 2,2% para presidente, e o partido dele elegeu só 1 deputado federal. Mas a autocrítica dele sobre como a política funciona nas redes é das melhores que existem. Aqui entra o diagnóstico dele. O caminho dele fica de fora.
O eleitor virou “avatar digital”: escolhe pela relação que sente ter com quem vê todo dia no celular.
Pro Juan: a relação dele pode ser real. A pessoa vê o vídeo e depois encontra ele na feira.
confiança altaNinguém segue plano de governo. Segue quem é reconhecido como “um dos nossos”.
Pro Juan: falar do jeito de Teresina. Proposta depois, e curta: duas ou três coisas concretas.
confiança média em vereadorQuem posta todo dia, no mesmo tom, entra em “fluxo” e o algoritmo premia. Quem some, o algoritmo desliga.
Pro Juan: dois ou três formatos fixos, repetidos até ficar automático. Fluxo no formato, cuidado no fato.
confiança altaA pessoa dá like no vídeo indignado e sente que fez política. Nada acontece.
Pro Juan: mostrar o depois. “Voltei no buraco 30 dias depois.” Quase ninguém faz.
confiança médiaForró, piseiro, futebol, igreja. Quem despreza perde, e o Renan admite que falou com uma bolha pequena e “letrada”.
Pro Juan: o jeito de Teresina, sem pose. Só usar o que é dele de verdade.
confiança altaO voto de protesto no palhaço acabou. O eleitor quer alguém que leve a identidade dele a sério.
Pro Juan: humor abre a porta. De vez em quando, um vídeo sério que ganha peso por ser raro.
confiança médiaO Renan mostra um político tradicional que perdeu para influencers e diz que o derrotado acertou: quando o problema bate na porta das pessoas, alguém tem que estar lá. O influencer não está.
São 29 cadeiras. Entre 2020 e 2024, ficou bem mais caro entrar, mas ainda são milhares de votos, não dezenas de milhares. A meta é ser conhecido por umas 50 mil pessoas de Teresina, e não viralizar no Brasil.
Tem 27 anos e 976 mil seguidores. Foi parar no Domingo Legal, onde fez o famoso “buraco do Carlinhos”. O piso dele é de 100 mil visualizações por vídeo.
| Vídeo | Views | Curtidas | O que ensina |
|---|---|---|---|
| Compilado das “reportagens” | 11,5 mi | 1,79 mi | O público quer maratonar o personagem |
| Queimadas, tom sério, 27 segundos | 5,8 mi | 433 mil | Quem fez rir antes ganha crédito para falar sério |
| No Domingo Legal, “buraco do Carlinhos” | 1,5 mi | 245 mil | O formato funciona até fora da cidade dele |
| Eleição: “faça sua pesquisa”, sem lado | 1,5 mi | 149 mil | Ele falou de política sem escolher lado |
| Paródia “VEM ASFALTAR” | 1,3 mi | 159 mil | Muito trabalho, mas funciona quando já existe público |
| Esquete com publi de curso na legenda | 117 mil | 9 mil | A pior relação de curtida por view: publi mal encaixada afunda |
Já existem o Alysson, o Puliça em Caxias e outros no Norte. Um Juan de terno dentro do buraco seria cópia, e o público percebe. O que só Teresina tem: o calor, o ônibus, a cajuína e o rio Poti.
“[Bairro] responde #01, #02…” Cada episódio acontece num bairro, com uma pergunta fixa na rua, um problema com humor e uma coisa boa do lugar. O seguidor volta para ver o próximo bairro, e o Juan passa pela cidade inteira. É mapa de voto sem falar de voto.
Abertura fixa com rua e bairro, parceiro de câmera, exagero sério e um nome para o problema. Depois, voltar lá.
Começar com 30 a 60 segundos. Compilado longo só quando tiver material.
O lado bom e o ruim em lista rápida, ou nota de 0 a 10 para praça, feira e parada de ônibus.
Mostra que o Juan gosta da cidade. Não é só reclamação.
A mesma pergunta em bairros diferentes: “quanto tempo você espera o ônibus?”.
O morador vira o conteúdo. Sempre com autorização de imagem.
Esquete em que o Juan faz todos os personagens. Em Fortaleza, dois vídeos assim passaram de 1,2 milhão de views.
Ninguém em Teresina é dono desse tema.
O que dá para comprar no mercado ou na feira do bairro. Um criador de Teresina fez 580 mil com isso.
Funciona em série, em duas partes.
O “Calor da Mizera” fez 1,88 milhão. Mira o clima, não a prefeitura.
A base musical tem que ser regravada, senão o Content ID derruba.
React de notícia, que puxa política antes da hora. Desafio de pobreza, que pode parecer que está “brincando de pobre”. Filmar doação, que pesa na pré-campanha. E virar vitrine de publi: um perfil de Teresina caiu de 580 mil para 2 a 54 mil views depois de 12 publis seguidas.
Basta um celular, um microfone de lapela de uns R$ 100 e um amigo fixo na câmera. Grave numa tarde por semana e saia com 4 ou 5 vídeos.
Postar de 4 a 5 vezes por semana em Reels, TikTok e Shorts, sempre o mesmo vídeo. Seguidor de fora não vota aqui.
| Quando | Meta (chute para calibrar) |
|---|---|
| Mês 3 | 5 mil · 60%+ de Teresina |
| Mês 12 | 30 mil |
| Início de 2028 | 50 mil+ de Teresina |
Crime contra a honra cometido pela internet tem pena triplicada. Um humorista de Teresina já foi condenado duas vezes por expor pessoas pelo nome. E 2024 teve recorde de violência política no Brasil.
As datas de 2028 são estimativas: o TSE ainda não publicou o calendário.
Achar o ângulo, o bordão e o parceiro de câmera. Gravar os 10 primeiros vídeos. Constância acima de tudo.
Série por bairro, voltar nos problemas, primeiros collabs com criadores sem lado político e alguns vídeos sérios. Começar a lista de WhatsApp e ir pessoalmente aos bairros que comentam.
Filiação a um partido e domicílio eleitoral em Teresina. Escolher a chapa onde 5 mil votos bastam.
Pode se dizer pré-candidato e falar de propostas, sem pedir voto. A virada vem natural: “mostrei os problemas por 2 anos, agora quero resolver”.
Começa a campanha oficial.
O cara que todo mundo reconhece, que faz rir com os problemas da cidade, volta pra ver se resolveram e aparece de verdade na rua.